Esse é o meu primeiro post direto do smartphone. Sem dúvida nenhuma, hoje em dia temos em nossas mãos ferramentas para lá de produtivas às quais, um dia, convencionou-se chamar celular. Contudo, a verdade é que vivemos na era das convergências.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Feliz é a inocente vestal
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças,
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança.
Poema de Alexander Pope, citado no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
A coragem, um tesouro. O medo, uma serpente
Fábula extraída do livro A Doutrina de Buda (GAUTAMA, 2011): "Um homem que vivia perto de um
cemitério, uma noite, ouviu uma voz que o chamava de uma sepultura. Sendo
tímido demais para, sozinho, investigar o que se passava, confiou o ocorrido a
um corajoso amigo que, após estudar o local de onde saíra a voz, resolveu vir,
à noite, para ver o que acontecia.
Anoiteceu. Enquanto o tímido tremulava
de medo, seu amigo foi ao cemitério e ouviu a mesma voz saindo de uma
sepultura. O amigo perguntou-lhe quem era e o que desejava. A voz, vinda de
baixo, respondeu: 'Sou um tesouro oculto e decidi dar-me a alguém. Eu me
ofereci a um homem ontem à noite, mas ele era tão medroso que não me veio
buscar, por isso dou-me a você que é merecedor. Amanhã de manhã, irei a sua
casa com meus sete seguidores'.
O amigo disse: 'Estarei esperando
por você, mas, por favor, diga-me como devo tratá-los'. A voz replicou: 'Iremos vestidos de monge. Tenha uma sala pronta para nós, com água; lave
o corpo, limpe a sala e tenha cadeiras e oito tigelas de sopa. Após a refeição,
você deverá conduzir cada um de nós a um quarto fechado, no qual nos
transformaremos em potes cheios de ouro'.
Na manhã seguinte, o homem lavou o
corpo e limpou a sala, como lhe fora ordenado, e ficou à espera dos oito
monges. À hora aprazada, eles apareceram, sendo cortesmente recebidos pelo
homem. Depois que tomaram a sopa, ele os conduziu um por um ao quarto fechado,
onde cada monge se transformou em um pote cheio de ouro.
Um homem muito ganancioso que vivia
nesta mesma aldeia, ao tomar conhecimento do incidente, desejou ter os potes de
ouro. Para tanto, convidou oito monges para virem até a sua casa. Depois que
eles tomaram a refeição, o ganancioso, esperando obter o almejado ouro,
conduziu-os a um quarto fechado, mas, em vez de se transformarem em potes de
ouro, os monges se enfureceram e denunciaram o ganancioso à polícia que o
prendeu.
Quanto ao tímido, quando ouviu que a
voz da sepultura havia trazido riqueza ao seu corajoso amigo, foi até a casa
dele e avidamente lhe pediu o ouro, insistindo que era seu, porque a voz foi
dirigida primeiramente a ele. Quando o medroso tentou pegar os potes, neles
encontrou apenas cobras, erguendo as cabeças prontas para atacá-lo.
O rei, tomando conhecimento desse
fato, determinou que os potes pertenciam ao corajoso homem, e proferiu a
seguinte observação: 'Assim se passa com tudo nesse mundo. Os tolos
cobiçam apenas os bons resultados, mas são tímidos demais para procurá-los, e
por isso, estão continuamente falhando. Não têm fé nem coragem para enfrentar
as intestinas lutas da mente, com as quais, exclusivamente, pode-se atingir a
verdadeira paz e harmonia'".
Referência
GAUTAMA, S. A Doutrina de Buda. Tradução de
Jorge Anzai. São Paulo: Martin Claret, 2011. p. 102-103.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Em 5 minutos, o Apocalipse
Em um sinal de pessimismo sobre o futuro da humanidade, cientistas acertaram semana passada os ponteiros do infame "Relógio do Juízo Final", adiantando-o em um minuto em relação a dois anos atrás.
"Faltam, agora, cinco minutos para meia-noite", anunciou em 10 de janeiro Kennette Benedict, diretor do Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), em conferência de imprensa em Washington, DC.
Isso representa um passo simbólico para mais perto do fim do mundo, uma mudança em relação à leitura anterior, que indicava seis minutos para meia-noite, estabelecida em janeiro de 2010.
O relógio é um símbolo da iminente ameaça de destruição da humanidade por armas nucleares ou biológicas, por alterações climáticas e por outros desastres de causa humana. Ao deliberar sobre como atualizar a hora no relógio, o Bulletin of the Atomic Scientists concentrou-se no estado atual dos arsenais nucleares em todo o mundo, em eventos desastrosos, como o derretimento da usina nuclear em Fukushima e em questões de biossegurança, como a criação de uma cepa de H5N1 capaz de se disseminar através do ar.
O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947, como uma maneira de cientistas atômicos advertirem o mundo sobre os perigos das armas nucleares. Naquele ano, o Bulletin definiu o horário “sete minutos para meia-noite”, onde meia-noite simboliza a destruição da humanidade. Em 1949, o relógio indicava três minutos para meia-noite devido à deterioração da relação entre os Estados Unidos e a União Soviética. Em 1953, após o primeiro teste com a bomba de hidrogênio, o relógio do juízo final avançou para dois minutos para meia-noite.
O Bulletin estava em seu momento mais otimista em 1991, com o degelo da Guerra Fria e quando os Estados Unidos e a Rússia começaram a reduzir seus arsenais. Naquele ano, o relógio marcava 17 minutos para meia-noite.
A partir de então, e até 2010, porém, ocorreu um retorno gradual rumo à destruição, quando as esperanças de desarmamento nuclear total desapareceram e as ameaças de terrorismo nuclear e as mudanças climáticas ergueram suas cabeças. Em 2010, o Bulletin viu alguma esperança em tratados de redução de armamentos e em negociações climáticas internacionais e, atrasou o ponteiro dos minutos do Relógio do Apocalipse para seis minutos para meia-noite, de seu horário anterior, cinco para a meia-noite.
Com a decisão atual, o Bulletin repudiou esse otimismo. No processo de tomada da decisão, a comissão leva em conta um elenco de tendências de longo prazo e eventos imediatos, disse Benedict. As tendências consideradas podem incluir fatores como aperfeiçoamento de tecnologias baseadas em energia solar para melhor combater as mudanças climáticas, disse ela, ao passo que acontecimentos políticos, como a recente reunião das Nações Unidas sobre o clima realizada em Durban também desempenharam um papel. Neste ano, o desastre nuclear de Fukushima causou uma grande impressão.
"Estamos tentando avaliar se foi um sinal de alerta, se o acidente fará as pessoas examinarem mais detidamente essa nova e extremamente poderosa tecnologia, ou se as pessoas vão seguir como se nada de anormal tivesse ocorrido", disse Benedict à LiveScience.
Entre outros fatores que influenciaram a decisão estão o crescente interesse pela energia nuclear por parte de países como a Turquia, Indonésia e os Emirados Árabes Unidos, disse Benedict.
O Bulletin concluiu que apesar das esperanças de acordos em âmbito mundial sobre armas nucleares, energia elétrica de origem nuclear e mudanças climáticas, pouco progresso foi alcançado em 2010.
"O mundo ainda tem aproximadamente mais de 20 mil armas nucleares prontas a serem acionadas e com poder suficiente para destruir 'muitas vezes' os habitantes do mundo", disse Lawrence Krauss, professor da Arizona State University e co-presidente do Conselho de Patrocinadores do BAS. "Temos também a perspectiva de armas nucleares serem usadas por terroristas não estatais".
Da mesma forma, conversações sobre mudanças climáticas resultaram em pouco progresso, a comissão concluiu. Na realidade, parece que fatores políticos prevaleceram sobre considerações científicas nas discussões dos últimos dois anos, disse Robert Socolow, um professor de engenharia mecânica e aeroespacial em Princeton e membro da diretoria de Ciência e Segurança do Bulletin.
"Precisamos de liderança política para afirmar a primazia da ciência como forma de conhecimento, ou os problemas ficarão bem mais graves do que já estão", disse Socolow.
Fonte: Scientific American Brasil.
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Just for you...
In last weekend, I didn't nothing because I was too shy and a little sad. But tonight, I am going out with my friends, we will go to eat pizza together. Finally, I promise that I will back for you fast because I like you so much and you make me happy. See you, kisses!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Um ano novo exige um bom caminho
MANUAL DE CONSERVAR CAMINHOS
Por Paulo Coelho
1] O caminho começa em uma encruzilhada. Ali você pode parar e pensar em que
direção seguir. Mas não fique muito tempo pensando, ou jamais sairá do lugar.
Faça a clássica de Castaneda: qual destes caminhos tem um coração? Reflita
bastante sobre as escolhas que estão adiante, mas uma vez dado o primeiro
passo, esqueça definitivamente a encruzilhada, ou sempre ficará sendo torturado
pela inútil pergunta: “será que escolhi o caminho certo?” Se você escutou seu coração
antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo.
2] O caminho não dura para sempre. É uma benção percorrê-lo durante algum tempo, mas
um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a
qualquer momento. Por mais que você fique deslumbrado por certas paisagens, ou
assustado com algumas partes onde é necessário muito esforço para seguir
adiante, não se apegue a nada. Nem às horas de euforia, nem aos intermináveis
dias onde tudo parece difícil, e o progresso é lento. Cedo ou tarde um anjo
virá, e sua jornada chega ao final, não esqueça.
3] Honre seu caminho. Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que
você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés.
Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu caminho, e ele fará o
mesmo por você.
4] Esteja bem equipado. Leve um ancinho, uma pá, um canivete. Entenda que
para as folhas secas os canivetes são inúteis, e para as ervas muito enraizadas
os ancinhos são inúteis. Saiba sempre que ferramenta utilizar a cada momento. E
cuide delas, porque são suas maiores aliadas.
5] O caminho vai para frente e para trás. Às vezes é preciso voltar porque foi perdido
algo, ou uma mensagem que devia ser entregue foi esquecida no seu bolso. Um
caminho bem cuidado permite que você volte atrás sem grandes problemas.
6] Cuide do caminho, antes de cuidar do que está a sua volta: atenção e concentração são fundamentais. Não se
deixe distrair pelas folhas secas que estão nas margens, ou pela maneira como os
outros estão cuidando dos seus caminhos. Use sua energia para cuidar e
conservar o chão que acolhe seus passos.
7] Tenha paciência. Às vezes é
preciso repetir as mesmas tarefas, como arrancar ervas daninhas ou fechar
buracos que surgiram depois de uma chuva inesperada. Não se aborreça com isso,
faz parte da viagem. Mesmo cansado, mesmo com certas tarefas repetitivas, tenha
paciência.
8] Os caminhos se cruzam: as pessoas podem dizer como está o tempo. Escute
os conselhos, tome suas próprias decisões. Só você é responsável pelo caminho
que lhe foi confiado.
9] A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para
súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das
flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações,
aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.
10] Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela
maneira como os outros cuidam de seus caminhos. Você tem sua alma para escutar,
e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam
belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua
alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.
11] Ame seu
caminho: sem isso, nada faz sentido. E que Deus guie seus passos cada dia
de 2012!
COELHO, P. Manual de
conservar caminhos. Disponível em: http://paulocoelhoblog.com/2011/12/31/edicao-n%C2%BA-144-manual-de-conservar-caminhos/ .
Acesso em: 31 de dezembro de 2011.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O efeito flor
O
que fiz ao escrever
Foi
enxergar o veneno
Vermelho
das flores de vidro.
Ousei,
assim, engendrar
Em
mim, veneno vítreo
E
vislumbrar o efeito flor.
De
lá para cá,
Nunca
mais o mesmo fui
Enredado
em tal loucura,
Sopro
beleza em meio à feiúra.
* Poesia classificada no concurso literário @LetrasnoPalco da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.
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